A partir de hoje vai ter muito espectador dizendo que se sentiu parte da trama depois de assistir a um filme na sala de exibição em 3D da rede Box Cinemas, do Campinas Shopping, a primeira da região. Em Os Mosconautas no Mundo da Lua, longa de animação que estréia às 11h, por exemplo, tatear a grama a um palmo do nariz, espantar os insetos-personagens que insistem em sobrevoar as poltronas ou desviar-se de um foguete recém-lançado será algo trivial durante a projeção. Mas não são apenas os pequenos que saíram ganhando com a novidade. Às 21h, quando ocorrerá a primeira sessão do filme-concerto U2 3D (2007), os adultos praticamente dividirão o palco com o vocalista Bono Vox — privilégio propiciado pela alta tecnologia. A rede investiu R$ 500 mil na compra do projetor digital 3D da sala campineira. Além de Campinas, mais duas salas 3D entram em operação hoje. Uma em Itaquera (SP) e outra em Guararapes (Pernambuco). Na semana que vem, será a vez de os maranhenses descobrirem o cinema em três dimensões.
Mas existe um acessório indispensável para que essa “viagem” à profundidade das cenas ocorra de fato: os óculos “especiais” (3D), que não são descartáveis. “Cada um custou US$ 72 e são os melhores existentes. E os espectadores podem ficar tranqüilos, porque a higienização é feita após cada sessão”, conta Rosa Maria Vicente, diretora de Programação e Marketing da Box Cinemas.
Carlos Dias, gerente de manutenção e projeção da rede, explica que o que ocorre é uma lavagem numa máquina semelhante a uma lavadora de pratos. “Eles são banhados num xampu especial e num abrilhantador, além de submetidos a alta temperatura”.
Regras
Logo na entrada, o espectador recebe um folheto explicativo sobre o manuseio dos óculos, que possuem um sensor “anti-furto” e são bastante resistentes. Dentro da sala, um porteiro (espécie de lanterninha versão contemporânea) o conduzirá até a poltrona. E, no caso de uma ida ao banheiro durante a sessão, não se assuste se o “lanterninha 3D” o acompanhar até o corredor de acesso à saída da sala. “No retorno à sala, os óculos serão devolvidos ao espectador”, explica Dias.
E, importante: sem os óculos, durante a projeção de filmes concebidos e produzidos com tecnologia 3D, como é o caso dos títulos que estréiam hoje, o espectador terá a impressão de que as imagens estão embaralhadas como ocorre numa TV analógica com “fantasmas”.
A sala dispõe de 187 lugares numerados. E, tal como acontece quando se pretende assistir a uma peça de teatro, é possível escolher o melhor assento e comprar os ingressos antecipadamente, sem estresse ou filas. Há bilheterias especiais para a venda de ingressos das salas 3D, que aceitam (a bandeira) de cartões Visa. A compra também pode ser efetuada pela internet”, explica Dias. Ao contrário do que muita gente deve estar pensando, os preços não são assim tão exorbitantes. “Não vamos chegar ao valor de R$ 20,00 ou R$ 25,00 cobrados nas salas do Rio e em São Paulo ou por outras cadeias de cinema. No Box Campinas , o ingresso custará R$ 16,00 (inteira)”, avisa Rosa Maria Vicente, Diretora de Programação e Marketing da Box Cinemas.
O NÚMERO
964.315 dólares. Foi o que arrecadou U2 3D no 1º final de semana de exibição em 61 salas nos EUA.