
O descarte de lixo e entulhos em terrenos e nas áreas abandonadas de Campinas é um problema crônico que a Prefeitura não consegue sanar há pelo menos duas décadas. O costume de uma parte da população resulta em agressão à saúde e ao meio ambiente. Além da sujeira exposta nas áreas públicas, as montanhas de lixo espalhadas por todos os bairros contribuem para a proliferação de ratos, escorpiões, caramujos africanos, baratas e insetos, incluindo o mosquito Aedes aegypti, transmissores da dengue.
O diretor do Departamento de Limpeza Urbana (DLU), João Roberto Balduíno, disse que o poder público faz coletas permanentes e que 2 mil toneladas de entulhos, lixo doméstico, móveis quebrados e todo tipo de material usado são lançados de forma irregular por mês em espaços públicos. Esse montante soma-se às 20 mil toneladas de lixo domiciliar mensais que são levadas ao aterro Delta A. Portanto, calcula-se que 10% do lixo domiciliar que vai para o aterro, é colhido em praças, calçadas e canteiros de avenidas.
Balduíno lembrou que esses 10% de lixo em local impróprio são recolhidos pelo próprio DLU com apoio das administrações regionais (ARs) em horários extraordinários e seguem as indicações da fiscalização e das denúncias que são feitas pelo 156. Mesmo assim, parte da população volta a lançar o lixo em áreas públicas.
Basta percorrer a cidade para identificar pontos de desova de lixo e entulho. Um deles é o viaduto da Avenida General Carneiro, na Vila Industrial, instalado sobre a Via Expressa Waldemar Paschoal. O lixo no lugar é uma constante nos dois lados do pontilhão, principalmente na esquina com a Rua Eugênio Battagin. É um risco à saúde de milhares de pessoas que trabalham, moram e estudam na região, inclusive os adolescentes da Escola Estadual Dom Barreto.
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