A Lei Nacional de Adoção, aprovada anteontem pela Câmara dos Deputados, gerou reações diferentes entre pessoas envolvidas no processo. A Associação de Filhos Adotivos do Brasil elogia o direito dos adotados de conhecer a identidade dos pais biológicos. O fundador da associação, Ricardo Fischer, acredita que a concessão do direito é um avanço significativo.
Fischer conta que demorou 12 anos para descobrir a identidade da sua mãe biológica e que até recorreu a detetives particulares. “Agora, luto pra achar um irmão gêmeo. É muito difícil sem ajuda nenhuma”, resume.
Mas, para o advogado e ativista do grupo de defesa homossexual Identidade, Paulo Mariante, os deputados perderam uma boa oportunidade para acompanhar o avanço do Judiciário, que tem permitido, em ações isoladas, a adoção por casais do mesmo sexo. Mesmo classificando o veto como 'atitude conservadora', ele ressalta que homossexuais podem, isoladamente, adotar crianças.
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