
Agitada, Daisy Ambrozio sempre foi de fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Fez natação, dança flamenca, hidroginástica e até teve um personal trainer. Depois que o neto nasceu, há 6 anos, suspendeu todas as atividades físicas. “Acabei me perdendo com as guloseimas de meu neto”. A balança não perdoou os quilinhos a mais. Este ano, Daisy, uma funcionária pública aposentada de 65 anos, resolveu retomar a sua vida. Entrou em uma academia destinada a pessoas a partir de 40 anos, a 40+ Academia, no Cambuí.
Essa paulistana, que chegou a Campinas há 11 anos, não procurou a atividade física apenas por uma questão de estética. “Só louco mesmo para gostar de academia, onde se fica cansado e faz-se muito esforço físico. É a mesma coisa que ir ao dentista e ao ginecologista. Ninguém gosta, mas são necessários e não prazerosos”, brinca. “O fato é que temos de nos preparar para a velhice porque estamos vivendo mais”. Em um mês e meio na academia, já percebeu melhora na disposição e do humor, sem contar a perda de medidas, em especial a de cintura.
Com serviço diferenciado, a academia atraiu Daisy. “Os aparelhos foram projetados para pessoas de mais idade. A maioria das pessoas está indo a esta academia pela primeira vez e, geralmente, a atividade física foi uma recomendação médica. Tem senhoras de 70 e 75 anos. Ninguém tem preocupação com a roupa e não fica olhando a celulite do outro”, diz. Seu traje é uma bermuda ou uma calça tipo moleton e camiseta. Simpática e falante, Daisy é do tipo que se relaciona com facilidade. “O pessoal vai se juntando e fazendo amizade”.
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