
Hoje foi mais um dia sem movimento nas delegacias de Campinas e região, o segundo em que a Polícia Civil do Estado de São Paulo permaneceu em greve.
Apesar de os distritos policiais operarem com pelo menos 80% do efetivo, como foi determinado pela Justiça, apenas os casos mais graves foram atendidos. Para os demais, as pessoas foram, e ainda são, orientadas a registrá-los pela internet ou então voltarem outro dia.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Campinas e Região, Aparecido Lima de Carvalho, até agora o governo não esboçou qualquer indício de que pretenda abrir uma nova negociação com a categoria. “Vamos manter a nossa postura e esperar. Se até semana que vem não houver nenhum pedido de conciliação, partiremos para a segunda fase do protesto: a manifestação de rua, com carros de som e apitaços”, adianta Carvalho.
Segundo Lima, o governo é insensível quanto ao problema da segurança pública. Ele relata que todos os policiais estão irredutíveis e unidos a ponto de levar a greve até onde for preciso para conseguir o que é pedido por eles. “Até mesmo a ONU (Organização das Nações Unidas) pede para que o salário das policias do Rio e de São Paulo sejam melhorados. Isso demonstra que realmente é uma necessidade”, diz.
Sobre a possibilidade de se fechar as delegacias, mesmo sem autorização judicial, Lima é enfático e afirma que isso não irá ocorrer. “Temos noção da nossa responsabilidade e, por respeito à população e à necessidade de segurança, nem se cogita fechar nenhuma delegacia”, afirmou. Durante o plantão — das 18h às 9h — de terça-feira para ontem, foram registrados 33 boletins de ocorrência nos quatro DPs de Campinas que funcionam no período noturno. Desses, quatro foram flagrantes.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado não divulgou ontem nenhuma informação a respeito de eventuais negociações com os policiais civis em greve.
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