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Governo paulista deixa 90 carros 0 Km da PM parados
O governo paulista estoca há quase um mês pelo menos 90 carros em batalhões e delegacias de Campinas

27/09/2008 - 07h27 .

Carla Silva
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No momento em que a Polícia Civil trava uma “guerra” contra o Estado em busca de melhores condições de trabalho e salário e que, por falta de viaturas, a Polícia Militar (PM) é obrigada a fazer patrulhamento a pé, o governo paulista estoca há quase um mês pelo menos 90 carros em batalhões e delegacias de Campinas. A previsão é de que os veículos sejam entregues na próxima semana, período que antecede as eleições.

No pátio da Academia da Polícia Civil, localizada dentro de um dos campi da Faculdade Comunitária (FAC), em Campinas, estão estacionados mais de 20 veículos das montadoras Fiat e Volkswagen. Uma outra parte está guardada na sede do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 2 (Deinter-2). Entre os carros adquiridos pelo Estado estão modelos Parati, Gol, Saveiro, Palio, Siena e Idea, todos zero-quilômetro.

A Agência Anhangüera de Notícias (AAN) apurou que cerca de 30 viaturas do modelo Blazer, caracterizadas e que devem ser destinadas à Força Tática da PM, estão paradas no 8º Batalhão da Polícia Militar, na Vila Industrial. Outras 21 estão guardadas no Comando de Policiamento do Interior 2 (CPI-2), no Bonfim.

Na Polícia Civil, segundo o diretor do Deinter-2, delegado Kleber Altale, são 46 viaturas destinadas à investigação policial que chegaram há 15 dias, mas por problemas burocráticos ainda não puderam ser liberados para uso. O delegado afirma que os carros não foram para as ruas porque precisam ser emplacados e ainda não possuem rádios de comunicação.

“Na terça-feira, pegamos as placas para serem colocadas. A proposta em fazer tudo por aqui é para dar mais agilidade ao processo”, disse Altale. Segundo ele, os veículos serão distribuídos entre as delegacias de Campinas e de outros 37 municípios que são de responsabilidade do Deinter-2. A expectativa do delegado é que 22 desses veículos permaneçam em Campinas, sendo as delegacias especializadas, como por exemplo, a Anti-Seqüestro (Deas), uma das contempladas.

‘Coincidência’

O delegado nega que a entrega dos carros esteja sendo adiada para que possa coincidir com o período mais próximo das eleições. “É uma coincidência que isso aconteça perto das eleições. Não há nada de mais nisso, até mesmo porque o governo de Campinas é PDT e o governo estadual é do PSDB”, argumentou. Em nota oficial, o Comando da Polícia Militar informou que as novas viaturas ainda não entraram em operação porque estão passando por adequações mecânicas e elétricas, como a instalação de rádios codificados com transmissão digital e criptografados.

Leia matéria completa na edição impressa do Correio Popular de 27/09/2008

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